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Cadeia Pública de Araguaçu se destaca no controle da tuberculose durante a pandemia

Ações preventivas e educativas também foram fundamentais para evitar a tuberculose na unidade prisional

Durante a pandemia, as rotinas do sistema prisional foram alteradas e os serviços de saúde precisaram se adaptar para continuar garantindo atendimento e demais ações de saúde. Em Araguaçu, no Tocantins, a Cadeia Pública vem se destacando no controle das infecções por tuberculose (TB), com zero registro de casos entre as pessoas privadas de liberdade.


Dionísio Barroso Pinto, chefe da Cadeia Pública de Araguaçu, atribui o bom resultado ao trabalho da coordenação de saúde, bem como a vinculação da Unidade à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP) que permite a qualificação dos processos de saúde e da oferta de serviços. “Todos as pessoas privadas de liberdade passam por triagem e testagem para detecção de doenças infectocontagiosas e virais. Os exames e testes são realizados pela equipe de saúde do município”, diz.


Outro fator determinante para o controle das infecções em Araguaçu são as ações de educação em saúde. Palestras sobre tuberculose e busca ativa de casos de TB já eram uma rotina da unidade prisional, assim como as ações de conscientização para hanseníase, vacinação e realização de teste rápido para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).


A coordenadora de Vigilância em Saúde do município, Jussara Nunes da Silva, conta que, mesmo com os cuidados e restrições que a pandemia demanda, foi possível manter ações de busca ativa para novos casos de TB. “O exame é feito em todos os presos, mensalmente e, antes de entrarem para presídio”, explica.


O estigma em relação à doença é uma das barreiras a serem descontruídas no enfrentamento da tuberculose – e a unidade também vem avançando neste sentido. “A tuberculose é uma doença cercada de preconceito, ainda mais no sistema prisional. Mas, a partir do momento que se tem conhecimento, é uma doença simples de manejar, com prevenção, diagnóstico e tratamento. Trabalhamos essa ideia aqui e tem dado certo”, destaca Dionísio.


Sobre a tuberculose


A tuberculose é uma infecção grave, mas que tem cura. Para isso, o rápido diagnóstico e o tratamento completo são fundamentais. Após 15 dias de tratamento ininterrupto, a pessoa deixa de transmitir a doença, podendo conviver com outras pessoas.


Leia mais: Como funciona a humanização no atendimento de pessoas com tuberculose

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