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Cresce o número de casos de tuberculose drogarresistente no mundo

Relatório internacional adverte para a falta de ações concretas sobre o crescimento da tuberculose resistente a medicamentos no mundo


Foto: Visual Hunt

Traduzido e adaptado de TB Online


Um relatório publicado no início do mês pela consultoria internacional Economist Intelligence Unit (EIU) indica urgência de atenção à crescente ameaça da tuberculose drogarresistente no mundo. Também conhecida como “resistente a drogas” ou “multirresistente”, essa variação da tuberculose representa a principal causa de mortes por resistência antimicrobiana.


Embora existam exames eficazes atualmente, três em cada quatro pessoas com TB drogarresistente não são diagnosticadas. Para controlar a situação, a rápida identificação dos casos e o cuidado com o paciente são essenciais. Isso pode ser um desafio em locais com poucos recursos – que é justamente onde a maioria dos casos é registrada.

O relatório estima que as mortes causadas por tuberculose drogarresistente custam pelo menos 17,8 bilhões de dólares à economia global. O documento indica que seja iniciado um compromisso seguido da tomada de ações para acabar com a epidemia.

Em 2017, mais de 550 mil pessoas foram diagnosticadas com tuberculose drogarresistente – sendo que 230 mil foram a óbito. Para fins de comparação, o surto de ebola (doença extremamente letal que ganhou força na África especialmente entre 2014 e 2016) tirou a vida de aproximadamente 11 mil pessoas em um período de três anos.


Além do impacto devastador à vida das pessoas e da ameaça à saúde global, a TB drogarresistente apresenta elevado custo econômico. O relatório da EIU demonstra que, em um ano, as mortes custaram nada menos do que 17,8 bilhões de dólares à economia mundial.

Para piorar, a resposta global não está acompanhando a crescente disseminação da tuberculose drogarresistente.


De acordo com a Stop TB Partnership, existe atualmente uma lacuna de financiamento estimada em 3,5 bilhões de dólares para o biênio 2018-2020 para programas de prevenção, diagnóstico e tratamento da TB. Essa lacuna deverá aumentar ainda mais até 2022.


"Se realmente quisermos alcançar a meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) de acabar com a epidemia de TB até 2030, temos que intensificar a luta. Nós temos que fazer mais e melhor”, disse Peter Sands, diretor-executivo do Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária.


O relatório original da EIU, em inglês, está disponível aqui. Há ainda uma versão resumida e um infográfico.

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